Formação de Acordes – Como Montar e Fazer Acordes?

A formação de acordes é um assunto muito confuso para os alunos iniciantes e é um tópico muito importante no aprendizado musical. Por isso hoje vamos falar sobre a formação de acordes para que você possa construir acordes no violão ou em qualquer outro instrumento. Não perca!

Para a formação de acordes é imprescindível entender e conhecer as escalas. É preciso também estudar essa parte com atenção e calma, e verá que esse processo é muito simples e pode ser utilizado em qualquer outro instrumento.

 

No violão, quando tocamos uma corda solta ou pressionada em qualquer casa, obtemos apenas uma nota, mas quando tocamos várias cordas ao mesmo tempo obtemos várias notas e neste caso se colocarmos os dedos nos lugares corretos, estará tocando um acorde.

Existe Lógica na Formação de Acordes?

Sim. Existe uma regra lógica para se definir a formação e o nome de cada acorde corretamente. E a falta desse entendimento são os principais fatores que geram confusão na formação de acordes, como:

  • As diversas nomenclaturas utilizadas.

  • Nomes incorretos dados aos acordes.

  • As várias formas de executar o mesmo acorde, nem sempre corretamente utilizadas.

  • A falta de compreensão da estrutura de intervalos subjacente aos acordes.

Ao saber a regra, saberá montar e nomear qualquer acorde no seu instrumento.

 

Formação de Acordes

A escala de Dó maior (C-D-E-F-G-A-B-C) é usada para montar uma tabela onde são extraídas a maioria das informações que serão necessárias para a construção de acordes, para tanto, também são utilizadas algarismos romanos (I-II-III-IV-V-VI-VII-VIII) que são chamados como GRAUS. Os graus são uma referência para montar qualquer tipo de acorde, seja maior, menor, diminuto, etc.

 

ESCALA DE DÓ MAIOR

A figura acima representa a escala de Dó maior, note que de Mi para Fá a distância entre eles é de apenas ½ Tom e de Si para Dó também é de ½ Tom. Isto ocorre porque as notas E e B não têm sustenido. Portanto, do III para o IV grau a distância será sempre ½ Tom e o mesmo ocorre do VII para o VIII grau. Para os outros graus a distância é de 1 Tom.

Vale ressaltar que a soma de dois ½ Tons resultam em 1 Tom.

 

ESCALA DÓ MAIOR SUSTENIDO

Na tabela abaixo temos várias escalas que se você entender o funcionamento desta tabela poderá tocar qualquer instrumento de cordas sem a necessidade de nenhum dicionário de acordes, desde que você saiba primeiramente a sua afinação.

 

TABELA FORMAÇÃO DE ACORDES

Note que acima do Grau 1 está a palavra tônica. Quando montamos um acorde, a tônica será sempre a nota que dá nome ao mesmo, ou seja, qualquer acorde que montar será iniciado pelo Grau 1 (tônica). Por exemplo, ao montar um acorde de “A”, o ponto de partida será o “A” do grau 1 da tabela acima. Exceto para as inversões de acordes.

Para a formação de acordes maiores utilizando o 1º grau, o 3º grau e o 5º grau, são as conhecidas tríades. A partir desta informação é que montamos os acordes no braço do violão  ou de qualquer outro instrumento.

Para formar o acorde de Dó maior, já sabemos que a tônica é sempre nosso ponto de partida na construção do acorde, portanto, localize o “C” na coluna do Grau 1. Agora siga no sentido horizontal e anote a nota que está na coluna Grau III e em seguida anote a nota que está na coluna Grau IV. Quando aplicamos esta fórmula, estamos obtendo a Tríade Maior. Neste caso a tríade de “C” é: C-E-G.

A grande sacada na construção dos acordes é entender que os dedos pressionam as cordas apenas para “corrigir” a afinação que atenda a tríade requisitada. Assim, ao mudarmos o posicionamento dos dedos na hora de se montar um acorde, estamos na verdade ajustando as notas para que elas atendam o que a tabela acima pede.

Abaixo temos as fórmulas para a formação dos acordes. Quando estiver habituado com ela você não vai mais precisar recorrer ao dicionário de acordes, ou seja, entender como se monta o acorde é muito mais fácil do que decorar centenas de “desenhos” do braço do violão.

 

TABELA PARA FORMAÇÃO DE ACORDES

OBS: Quando o Grau estiver acompanhado de “b” (Bemol) você volta meio tom da nota no grau onde ele estiver.

Vale a pena um pouco de esforço nesta parte teórica. A maioria dos iniciantes ignora está parte por acharem que não é importante ou por ficarem com preguiça, e acabam tendo muitas dificuldades. Mas garanto que fará muita diferença mais para frente e poderá aplicá-la em qualquer instrumento.

 

Veja também “QUAL A DIFERENÇA ENTRE NOTAS E ACORDES?”.

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1 Comentário

  1. Luiz Ferreira de Melo

    Material muito bom.

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