Ritmo de Bolero no Violão

O bolero é considerado por muitos um ritmo muito romântico e que desperta os mais belos sentimentos. Sofreu várias transformações ao longo do tempo, mas manteve seu caráter de dança de galanteio, suave, terna e romântica e por isso permanece até os dias atuais. É um ritmo bonito e interessante de se aprender a tocar. Então, conheça um pouco mais sobre o bolero e aprenda a tocá-lo. Confira!

Ritmo de Bolero

O bolero tem como base uma métrica 4/4. Existem várias maneiras de como encaixar as notas para o ritmo, por isso é importante conhecer as notas do acorde e como eles são formados. Veja a aula abaixo:

A História do Bolero

A origem do bolero é um tema que ainda encontram-se muitas controvérsias. Acredita-se que esse dança e ritmo surgiu na Espanha, da combinação de raízes espanholas com influência locais de vários países hispano-americanos. Porém, supõe-se também que o bolero surgiu na Inglaterra, passou pela França e se fortaleceu na Espanha, com o nome de danza e contradanza.

Outra versão seria de que o bolero veio do fandango, uma dança espanhola de origem árabe que surgiu no século X, sendo o primeiro registro da palavra bolero que se tem conhecimento, conhecida como “Bolero de algodre”. A dança era composta por três pessoas, sendo um rapaz e duas moças. Embora um tanto diferente do bolero que conhecemos hoje, é possível notar algumas semelhanças em alguns passos, e acredita-se que devido ao fato dos mouros terem ocupado a Espanha por muitos séculos, a palavra bolero vem de dasboleras (bolas) referente às pequenas bolinhas presas aos vestidos das dançarinas.

Há também a teoria de que o bolero vem de volero (de volar- voar), pois as dançarinas pareciam voar ao fazerem seus rodopios e movimentos no vestido. De qualquer forma, as teorias da origem do bolero nos levam a entender que possui raízes espanholas.

 

BOLERO

Inicialmente o bolero era executado com acompanhamento de castanholas, violão e pandeiro, tal qual o fandango, enquanto o casal dançava sem se tocar, com sensuais movimentos de aproximação e afastamento. Depois de ser levado pelos espanhóis para suas colônias na América, o bolero passou por várias modificações pelas influências locais e recebendo contribuições, em especial, de ritmos vindos da África, assim como da “contradanza francesa”.

O bolero que conhecemos hoje tem sua formação principalmente em Cuba, entre os séculos XVIII e XIX, inicialmente com a atuante presença inglesa e posteriormente com os franceses e seus servidores negros e mulatos que chegaram a Cuba, fugidos dos rebeldes haitianos, trazendo para a burguesia e a aristocracia cubana, a contradanza e a novidade do casal dançar entrelaçado, que gerou grande rebuliço na burguesia e aristocracia cubana.

O primeiro bolero internacional foi o “Aquellos Ojos Verdes”, composto pelo cubano Nilo Menéndez, em 1929. Mas, hoje o Bolero tem presença mundial devido principalmente à difusão pelo México. “Besame Mucho”, composto por Consuelo Velásquez e interpretado por diversos nomes da música internacional, ainda é considerado o mais célebre dos boleros e continua embalando muitos dançarinos e amantes até hoje. Também temos o compositor mexicano Agustín Lara, cujas composições levaram o bolero ao auge, com os boleros famosos como “Solamente una vez”.

O bolero é bem tradicional em países como Cuba, Porto Rico, República Dominicana, Colômbia, México, Peru, Venezuela, Uruguai, Argentina e Brasil.

O Bolero no Brasil

O bolero fez sucesso no Brasil entre os séculos XVIII e XIX, na forma até então conhecida.

Mas o bolero no Brasil também sofre modificações, especialmente no Rio de Janeiro, onde o bolero adquire uma estrutura mais complexa, com movimentos de tango, como trocadilhos, em que há caminhadas, cruzados e giros. E essa transformação, curiosamente, acontece só no Brasil. Na maioria dos países latino-americanos o bolero é dançado de forma simples e lenta, sem muitas variações.

 

RITMO DE BOLERO

Entretanto, até o inicio da década de 90, o bolero nos demais estados brasileiros ainda se restringia praticamente a base do “dois pra lá, dois pra cá” dos dançarinos mais antigos. Somente em 1994, em uma escola de dança em São Paulo, após a contratação de professores do Rio de Janeiro, que foi introduzido na cidade o Samba de Gafieira, o Bolero e o Soltinho, ainda inéditos no meio acadêmico da dança de salão paulistana. O bolero, então, passa por uma reformula para a forma como é dançada hoje, espalhando-se para o restante do país, sendo praticada até hoje.

 

Veja também “RITMO DE SAMBA NO VIOLÃO”.

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